Medo da morte
- isahllama
- 14 de fev.
- 2 min de leitura
Olá, psicoleitores!
Desde nova sempre achei que iria morrer cedo, achava que não iria chegar a vida adulta, hoje interpreto isso mas como medo do amadurecimento e de encarar a vida.
E como sempre gostei de ler, um livro que me marcou bastante nessa fase foi o livro chamado: A menina que roubava livros do escritor Markus Zusak e que anos mais tarde foi adaptado para o cinema.
A personagem principal do livro é a MORTE e ela que irá discorrer sobre seu ponto de vista a história que é ambientada no cenário da segunda guerra mundial.
Acompanhamos a trajetória de Liesel Meminger, uma menina que encontra nos livros uma forma de sobreviver emocionalmente à perda, à violência e ao medo.
Desde o início, Liesel é marcada por experiências traumáticas: a morte do irmão, o afastamento da mãe e a inserção em um contexto de guerra. Do ponto de vista da saúde mental, o livro retrata como o trauma infantil pode se manifestar por meio de silêncio, dificuldades emocionais e necessidade intensa de vínculo e segurança.
Roubar e ler livros torna-se, para Liesel, muito mais do que um gesto transgressor: é uma estratégia de regulação emocional. A leitura funciona como espaço de acolhimento, organização interna e resistência simbólica diante da brutalidade do mundo.
A relação de Liesel com sua nova família assim como a amizade com Rudy e o vínculo com Max, o judeu escondido, ilustram a importância dos laços afetivos como fatores protetores da saúde mental. Mesmo em contextos extremos, o cuidado, a escuta e a presença do outro sustentam a possibilidade de humanidade.
Nessa leitura, ao humanizar a morte (pois ela tem sentimentos) nos convida a enxergar a vida de uma outra maneira, nesse livro chorei horrores de tanta sensibilidade que o autor teve ao escrever. Um fator importante é que apesar do livro ser um pouco denso a disposição da escrita nas páginas não o torna cansativo.
Se você se interessou por esse livro depois me conta o que achou =) Boa leitura!




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