A escrita como um refúgio das angústias
- isahllama
- 10 de jan.
- 2 min de leitura
Hoje iremos falar sobre um livro chamado O Diário de Anne Frank

A primeira vez que li esse livro em que foi presente de aniversário da minha vizinha Gi me impactou muito na época da adolescência.
Anne é uma adolescente que estava confinada com sua família durante a II Guerra mundial devido a ascensão do regime nazista e o aumento das perseguições antissemitas.
Pouco antes de se esconder, Anne recebeu um diário de presente, no qual passou a registrar pensamentos, sentimentos, medos, esperanças e reflexões sobre si mesma e sobre o mundo. O diário tornou-se não apenas um relato cotidiano, mas um espaço íntimo de elaboração emocional e amadurecimento. Anne escrevia sobre sua relação com os pais, suas inquietações adolescentes, o desejo de se tornar escritora e a esperança de um futuro em liberdade.
Mesmo em meio à violência e à perseguição, Anne manteve uma notável capacidade de reflexão, sensibilidade e crítica. Sua escrita revela lucidez emocional, consciência histórica e profunda humanidade.
Um ponto central é a valorização da escrita como prática terapêutica complementar. Para Anne, escrever foi uma forma de organizar pensamentos, expressar emoções e preservar sua identidade em meio ao caos. Do ponto de vista da saúde mental, o diário ilustra o potencial da escrita como instrumento de autorregulação emocional, reflexão e cuidado psíquico, sem substituir, mas complementando abordagens terapêuticas formais.
Quando era mais jovem eu tinha uma agenda e nela eu desabafava minhas insatisfações e reflexões juvenis (tenho algumas guardadas até hoje e as vezes pego para recordar) e isso foi muito terapêutico para mim na época .
Atualmente está mais difundido as sessões de terapia com psicólogo que ajuda muito mas convido você a escrever em agenda/caderno sobre suas emoções, pensamentos e desabafos isso pode te ajudar ainda mais para lidar com nossas ansiedades e preocupações do mundo moderno.
Ahhh, também quero deixar o convite para a leitura, caso ainda não conheça a obra — um encontro sensível que amplia o olhar e nos convida à reflexão. Boa leitura !




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